Simmel nos fala das formas e dos conteúdos. As formas são construções teóricas; fazem referências à perfeição das formas geométricas, que para se constituírem, necessitam de conteúdos. Conteúdos e formas, inicialmente separados, servem como material puro para a compreensão objetiva dos fenômenos sociais, que por sua complexidade, não podem ser visualizados sem que haja uma escolha racional, um método. A sociologia, como ciência da sociedade, necessitaria de um método para tornar-se de fato uma ciência. Para o autor, a ciência da sociedade genarilizou o seu objeto, o que fez com que o seu estudo se confundisse com as outras ciências. Ora, tudo pode ser considerado sociedade, já que a humanidade vive em sociedade. Para delimitar o objeto da sociologia seria preciso, então, capturar o que é sociedade para as ciências da sociedade. Para ele, todo o agrupamento de pessoas que, ao interagirem uma com as outras, agem influenciando e é influenciado é considerado uma unidade social, uma sociação. A sociologia das formas tem por objetivo estudar a sociação, sendo esta a unidade (a forma), e o seu conteúdo provem dos interesses, gostos e atitudes que constituem, por sua vez, a forma. A sociedade é o todo, onde as sociações se movimentam, criando formas.
Agrupamentos como partidos políticos, religiosos, Estado têm motivações em comum que constituem as formas:conflitos, competições, supordinação, sociabilidade etc. Portanto, as formas não são as instituições, mas os substratos comuns que transcendem os agrupamentos, e que mobilizam as ações que as constituem, formas de sociações.
A forma não existe sem conteúdo, mas pode ser capturada pela sociologia para o estudo do seu siginificado psicológico. [continua]
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
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